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| Um dos vários locais onde os ratos habitavam |
O "Paraíso do Ratos", na verdade foi uma experiência científica e cujo nome era "Universo 25". Este artigo é um resumo dessa experiência. Note o leitor que: qualquer semelhança com as sociedades ocidentais actuais, não é coincidência!...
O "Paraíso dos Ratos" é uma das experiências mais enigmáticas da História das ciências sociais, que, através do comportamento de uma colónia de ratos, foi uma tentativa dos cientistas explicarem as sociedades humanas. A ideia do "Universo 25" ou "Paraíso dos Ratos", veio do cientista norte americano John B. Calhoun,[1] que criou um "mundo ideal" no qual centenas de ratos viveriam e se reproduziriam.
Mais especificamente, Calhoun construiu o chamado "Paraíso dos Ratos", um espaço especialmente projectado, com capacidade estimada para 5.000 animais, onde os roedores tinham abundância de comida e água, bem como um confortável e grande espaço habitável, todavia limitado — era a única limitação.
Calhoun começou inicialmente a experiência com quatro casais de ratos, que em muito pouco tempo começaram a procriar, o que fez a sua população crescer rapidamente. Tudo correu normalmente, até que, decorridos 315 dias, a reprodução começou a diminuir significativamente.
Quando o número de roedores atingiu pouco mais de 600 indivíduos, formou-se uma hierarquia entre eles, em consequência disso, apareceram depois os denominados "miseráveis".[2] Entretanto, os maiores roedores começaram a atacar o grupo,[3] resultando disso o facto de muitos machos começarem a "colapsar" psicologicamente.[4]
Entretanto, derivado a esses factos, as fêmeas protegeram-se e, por sua vez, tornaram-se agressivas com as suas próprias crias. Com o passar do tempo, as fêmeas mostraram comportamentos cada vez mais agressivos, adicionados a formas de isolamento e falta de ânimo reprodutivo.[5] Calhoun denominou-as de "fêmeas isoladas". Entretanto, houve uma redução da taxa de natalidade e, ao mesmo tempo, um aumento da mortalidade em ratinhos mais jovens.
Subitamente, emerge uma nova classe de roedores (machos), denominados de "machos lindos".[6] Eles "recusaram-se" (ou perderam a vontade?!?) de acasalar com as fêmeas e a "lutar" pelo seu espaço. Eles só se importavam com comer e dormir.[7] Então, num dado momento, os "machos lindos" e as "fêmeas isoladas", passaram a constituir a maioria da população.
Com o passar do tempo, a mortalidade infantil e juvenil entre os roedores atingiu os 100% e a reprodução dos ratos caiu literalmente para zero. Entre os ratos — já em vias de extinção — observou-se a prática de homossexualidade ("ratossexualidade") e ao mesmo tempo, aumentou o canibalismo, mesmo havendo abundância de comida.[8]
Dois anos após o início da experiência, nasceu a última cria da colónia. Em 1973, observando que a população dos roedores já não tinha mais viabilidade para prosseguir, John Calhoun matou o último rato do "Universo 25".
Após concluída a experiência, Calhoun repetiu a mesma experiência cientifica por mais 25 vezes, e em todas as vezes o resultado foi o mesmo.
O trabalho científico levado a cabo por John Calhoun entre as décadas de 50 e 70 do século passado, tem sido usado como modelo para interpretar o colapso social, e a sua pesquisa serve como ponto focal para o estudo da sociologia urbana.
Como conclusão deste artigo, acrescento ao estudo de Calhoun o seguinte: Se transpusermos as observações e conclusões obtidas nas 25 experiências de Calhoun, para as nossas (fracassadas) sociedades ocidentais, verificamos sobrepopulação, abundância de alimentos, ócio, violência, homossexualidade, etc, isto é, todas as condições sociais que os roedores tinham no declinio dos seus "paraísos". Então, obviamente, podemos fazer futurologia e, tomar como certo para nós o resultado obtido com os ratinhos.
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NOTAS DE RODAPÉ:
[1] - John B. Calhoun (1917–1995) foi um influente psicólogo e etólogo americano, famoso pelas suas
experiências com ratos nas décadas de 1950 a 1970 a fim de estudar os efeitos da superpopulação.
Ele criou o "Universo 25", também conhecido por "Cidade dos Ratos" ou "Paraíso dos Ratos".
[2] - Em termos humanos equivaliam a excluídos da sociedade ("vagabundos").
[3] - Em termos humanos equivaliam aos partidos de esquerda ou subversivos.
[4] - Facto observável actualmente de forma subtil nos homens ocidentais — nativos.
Creio ser derivado da perturbação social, bem como da imigração masculina massiva, criando
grande desiquilíbrio demográfico e a consequente pressão sobre os homens nativos — da espécie
humana branca.
[5] - O equivalente humano a este comportamento nas mulheres ocidentais, é o facto delas se terem
tornado licenciosas e desrespeitosas para com os seus maridos e namorados.
[6] - Denominação "poética" de Calhoun para evitar a palavra "homossexuais" — "ratossexuais" se
é que esta palavra existe.
[7] - Comportamento cada vez mais verificável nas sociedade ocidentais.
[8] - Podemos tomar tal comportamento dos roedores como o equivalente humano a uma sociedade
completamente desorientada de valores, que se tornou aberta a novas "experiências" loucas.


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