Já escrevi por aqui que estamos falidos e que a declaração de insolvência está prestes a rebentar. Não se tem falado muito na imprensa, mas o dedo que vai enterrar de vez os partidos tradicionais na Europa já está no gatilho e chama-se dívida pública.
Temo que vá haver autoritarismo durante uns tempos, porque dificilmente será possível despedir funcionários públicos e cortar regalias sem alguma forma de repressão que mantenha o país em funcionamento. Falta apenas saber qual o lado que vai prevalecer, entre o lado que tem apoio dos wokes ou o lado que tem o apoio dos militares e das forças de segurança. Aceitam-se apostas, porque o duelo adivinha-se renhido.
Desejo-vos a todos uma transição com a paz e a segurança possíveis, na certeza de que uma insolvência do Estado sem possibilidade de resgate internacional (porque ninguém vai conseguir acudir como antes), será sempre dolorosa. E não percam a esperança. O ocidente é pródigo em transformar grandes crises num mundo melhor, e uma crise destas tem sempre a vantagem de também permitir a limpeza necessária de instituições e de problemas que nos têm amarrado à miséria.
Saibamos aproveitar o mau para algo bom.
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Fonte:
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Despedir funcionários? A menos que tenhamos uma ditadura, o que eu acho francamente improvável a menos que a UE caia, nenhum governo fará isso, pelo menos, não na escala necessária. O que vai acontecer, muito provavelmente, é que os futuros governos vão fazer o que o Passos Coelho fez durante a tróica, ir cortando nos vencimentos e nas reformas do pessoal. E os cortes poderão mesmo vir a ser permanentes.
ResponderEliminarE o pior é que, até lá, a guerra na Ucrânia pode estender-se a outras partes da Europa...