Cultura actual



A cultura actual corrói os padrões estéticos.  Ao declarar todos os gostos igualmente válidos e toda a hierarquia opressiva, destrói a capacidade de discriminar entre o que eleva o espírito e aquilo que o empobrece silenciosamente.  

É a tolerância que agora importa. E, aos poucos, os sentidos habituam-se ao disforme, ao bizarro, ao ruidoso, ao vazio — e aquilo que antes feria a sensibilidade passa agora a ser paisagem comum.  

A fealdade (feiura) instala-se como mobília da vida moderna, e o espírito, cansado, perdendo a memória antiga de um tempo superior, aprende a não esperar mais e a não reconhecer outra realidade.  E com isso, não é só o mundo exterior que se degrada: é o interior dos homens que encolhe, resignados a um horizonte sem beleza.  

E quando a beleza deixa de ser horizonte, deixa também de ser destino.  



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Fonte:
https://www.facebook.com/rodrigo.penedo.9/posts/pfbid0j7KTmKygcsVf2sawz227eVvjHeUhDYkwDm8GHy5RZ6DVDWtxrHfftmziBcMD2BAyl



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A Torre da Babel

Torre de Babel, pintura de Pieter Bruegel


Após o diluvio a descendência de Noé multiplicou-se.  Durante muito tempo a humanidade vivia unida como um só povo, da mesma raça (ou espécie) e falando a mesma língua e compartilhando as mesmas palavras.  Viajando juntos, esses homens deslocaram-se para o oriente e encontraram uma vasta planície na região de Sinear, uma terra fértil situada onde era a antiga Babilónia.  Uma vez ali chegados decidiram se estabelecer e construir o seu futuro.  

Naquele agradável lugar, perceberam que podiam usar a sua inteligência e criatividade, para desenvolver novas técnicas de construção, preparando tijolos cozidos ao fogo em vez de simples pedras e usando o betume como argamassa para unir cada parte da obra.  Cheios de confiança nas suas próprias capacidades, disseram uns aos outros que deveriam erguer não apenas uma cidade, mas também uma torre tão alta que parecesse tocar os céus, símbolo máximo do poder humano e da grandeza do seu nome.  O objectivo, mais do que prático, era espiritual e simbólico: queriam se tornar famosos, garantir a sua própria segurança e evitar que fossem espalhados pela face da terra, preferindo a união em torno do próprio orgulho à obediência à vontade de Deus.  

Dia após dia, a construção crescia no meio da planície, e a cidade fortalecia-se como um centro de poder e de ambição dos descendentes de Noé.  Todos se entendiam com facilidade, pois ainda havia apenas uma linguagem no mundo, e essa unidade de fala facilitava a organização do trabalho, os planos e a continuidade daquele grande projecto.  Do lado de fora, quem se aproximasse podia ver uma obra monumental elevando-se no horizonte, acompanhada pela convicção dos homens de que nada seria impossível para eles se continuassem unidos daquele modo.  

Entretanto, o Senhor Deus observava o que estava acontecendo na Terra e viu que aquele projecto, nascido da soberba e orgulho do coração humano, representava uma tentativa de exaltar o próprio homem no lugar de Deus.  Então o Senhor “desceu” para ver a cidade e a torre — linguagem bíblica que mostra a atenção cuidadosa de Deus diante da pretensão humana de alcançar o céu por conta própria.  Ele reconheceu que, enquanto todos fossem um só povo e falassem uma só língua, continuariam a usar essa unidade para projectos que afastavam os seus corações da obediência e da confiança n'Ele.  

Foi então que Deus decidiu intervir de um modo inesperado.  Em vez de derrubar a torre com um grande desastre visível.  Ele tocou directamente na comunicação entre as pessoas.  De um momento para o outro, os trabalhadores começaram a falar línguas diferentes, e aquilo que antes fluía naturalmente — ordens, planos, combinações — transformou-se numa grande confusão.  Um pedia tijolos, outro entendia pedras, um queria betume, o outro trazia água, e assim por diante, incapazes de se entenderem, os homens experimentaram a ruptura da sua antiga unidade.  

Com a comunicação quebrada, a obra da torre foi gradualmente abandonada, pois já não havia como coordenar esforços nem manter o projecto comum que antes os motivava.  Aquela cidade recebeu o nome de Babel, palavra associada à ideia de confusão, porque ali o Senhor confundiu a língua de toda a Terra e, a partir dali, ordenou que os povos se espalhassem por diferentes regiões.  O que era para ser um monumento à glória dos homens acabou se tornando um marco de dispersão, lembrando às gerações futuras que toda tentativa de alcançar o céu confiando apenas na própria força termina em frustração.  

A história da Torre de Babel passou, assim, a ser contada como uma explicação para a multiplicidade de línguas e culturas presentes na humanidade.  Mais do que isso, tornou-se um alerta sobre o perigo do orgulho colectivo, quando povos e sociedades procuram construir a sua segurança e identidade afastados de Deus, utilizando os seus dons e capacidades para se exaltar em vez de servir.  Dessa forma, o relato bíblico lembra que a verdadeira unidade não nasce apenas de uma língua em comum ou de um grande projeto humano, mas da humildade de reconhecer a soberania de Deus sobre toda a Terra e sobre toda a humanidade. 

Este mesmo disparate de desobediência e afronta a Deus está actualmente em marcha nos países ocidentais, sendo levado a acabo por políticos adeptos do satanismo e do ateísmo.  Esses mesmos políticos fazem questão de que isso fique bem claro e o edifício do Parlamento Europeu é a prova disso mesmo.  

Edifício do Parlamento Europeus, em Bruxelas, Bélgica.
A semelhança do edifício com o da pintura de Pieter Bruegel é notável.


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O "Paraíso dos Ratos"

Um dos vários locais onde os ratos habitavam


O "Paraíso do Ratos", na verdade foi uma experiência científica e cujo nome era "Universo 25".  Este artigo é um resumo dessa experiência.  Note o leitor que: qualquer semelhança com as sociedades ocidentais actuais, não é coincidência!...

O "Paraíso dos Ratos" é uma das experiências mais enigmáticas da História das ciências sociais, que, através do comportamento de uma colónia de ratos, foi uma tentativa dos cientistas explicarem as sociedades humanas.  A ideia do "Universo 25" ou "Paraíso dos Ratos", veio do cientista norte americano John B. Calhoun,[1] que criou um "mundo ideal" no qual centenas de ratos viveriam e se reproduziriam.  

Mais especificamente, Calhoun construiu o chamado "Paraíso dos Ratos", um espaço especialmente projectado, com capacidade estimada para 5.000 animais, onde os roedores tinham abundância de comida e água, bem como um confortável e grande espaço habitável, todavia limitado  era a única limitação.  
  



Calhoun começou inicialmente a experiência com quatro casais de ratos, que em muito pouco tempo começaram a procriar, o que fez a sua população crescer rapidamente.  Tudo correu normalmente, até que, decorridos 315 dias, a reprodução começou a diminuir significativamente.  

Quando o número de roedores atingiu pouco mais de 600 indivíduos, formou-se uma hierarquia entre eles, em consequência disso, apareceram depois os denominados "miseráveis".[2]  Entretanto, os maiores roedores começaram a atacar o grupo,[3] resultando disso o facto de muitos machos começarem a "colapsar" psicologicamente.[4]  

Entretanto, derivado a esses factos, as fêmeas protegeram-se e, por sua vez, tornaram-se agressivas com as suas próprias crias.  Com o passar do tempo, as fêmeas mostraram comportamentos cada vez mais agressivos, adicionados a formas de isolamento e falta de ânimo reprodutivo.[5]  Calhoun denominou-as de "fêmeas isoladas".  Entretanto, houve uma redução da taxa de natalidade e, ao mesmo tempo, um aumento da mortalidade em ratinhos mais jovens.  

Subitamente, emerge uma nova classe de roedores (machos), denominados de "machos lindos".[6]  Eles "recusaram-se" (ou perderam a vontade?!?) de acasalar com as fêmeas e a "lutar" pelo seu espaço.  Eles só se importavam com comer e dormir.[7]  Então, num dado momento, os "machos lindos" e as "fêmeas isoladas", passaram a constituir a maioria da população.  

Com o passar do tempo, a mortalidade infantil e juvenil entre os roedores atingiu os 100% e a reprodução dos ratos caiu literalmente para zero.  Entre os ratos  já em vias de extinção  observou-se a prática de homossexualidade ("ratossexualidade") e ao mesmo tempo, aumentou o canibalismo, mesmo havendo abundância de comida.[8]  

Dois anos após o início da experiência, nasceu a última cria da colónia.  Em 1973, observando que a população dos roedores já não tinha mais viabilidade para prosseguir, John Calhoun matou o último rato do "Universo 25".  

Após concluída a experiência, Calhoun repetiu a mesma experiência cientifica por mais 25 vezes, e em todas as vezes o resultado foi o mesmo.  

O trabalho científico levado a cabo por John Calhoun entre as décadas de 50 e 70 do século passado, tem sido usado como modelo para interpretar o colapso social, e a sua pesquisa serve como ponto focal para o estudo da sociologia urbana.  

Como conclusão deste artigo, acrescento ao estudo de Calhoun o seguinte:  Se transpusermos as observações e conclusões obtidas nas 25 experiências de Calhoun, para as nossas (fracassadas) sociedades ocidentais, verificamos sobrepopulação, abundância de alimentos, ócio, violência, homossexualidade, etc, isto é, todas as condições sociais que os roedores tinham no declinio dos seus "paraísos".  Então, obviamente, podemos fazer futurologia e, tomar como certo para nós o resultado obtido com os ratinhos.  


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NOTAS  DE  RODAPÉ:
[1] - John B. Calhoun (1917–1995) foi um influente psicólogo e etólogo americano, famoso pelas suas
         experiências com ratos nas décadas de 1950 a 1970 a fim de estudar os efeitos da superpopulação.
         Ele criou o "Universo 25", também conhecido por "Cidade dos Ratos" ou "Paraíso dos Ratos".  

[2] - Em termos humanos equivaliam a excluídos da sociedade ("vagabundos").  

[3] - Em termos humanos equivaliam aos partidos de esquerda ou subversivos.

[4] - Facto observável actualmente de forma subtil nos homens ocidentais — nativos.  
           Creio ser derivado da perturbação social, bem como da imigração masculina massiva, criando
           grande desiquilíbrio demográfico e a consequente pressão sobre os homens nativos — da espécie
           humana branca.  

[5] - O equivalente humano a este comportamento nas mulheres ocidentais, é o facto delas se terem
          tornado licenciosas e desrespeitosas para com os seus maridos e namorados.  

[6] - Denominação "poética" de Calhoun para evitar a palavra "homossexuais" — "ratossexuais" se
          é que esta palavra existe.  

[7] - Comportamento cada vez mais verificável nas sociedade ocidentais.  

[8] - Podemos tomar tal comportamento dos roedores como o equivalente humano a uma sociedade
         completamente desorientada de valores, que se tornou aberta a novas "experiências" loucas.