Um comentário sobre o 25 de Abril de 1974



O fenómeno do 25 de Abril de 1974, corresponde tecnicamente a um golpe de estado militar, feito por oficiais superiores das Forças Armadas portuguesas no activo contra o governo reconhecido do Estado português.  Todas as características, sem excepção, permitem qualificar o evento como um golpe de Estado.  A sua origem próxima parece estar em fenómenos de natureza corporativa militar.  Todavia, o Governo do Estado Novo, depois da morte do Dr. Oliveira Salazar, anunciou uma abertura para, depois, se enfiar num beco sem saída, no que toca à questão da chamada Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial. 

1º)  A sociedade portuguesa apresentava um atraso muito evidente em termos gerais, e ultimamente gritante, desde logo comparando com a vizinha Espanha.  Em 1974 não havia uma única auto-estrada concluída.  Vivíamos num país de pobreza e de emigração sistemática e com um crescimento desinteressante para a generalidade da população.  O regime havia falhado na criação duma grande classe média dominante e na progressiva democratização do Estado.  Era também evidente uma pressão externa para a descolonização e democratização da parte dos nossos aliados.  Desde o malogrado presidente Kennedy que os Estados Unidos da América, a nossa potência directora na NATO em plena guerra fria, havia feito um ultimato a Portugal para descolonizar e democratizar. 

2º)  Depois da festa urbana da chamada liberdade, iniciaram-se dois eventos que mudariam a história mundial: em primeiro lugar a chamada “descolonização exemplar” que consistiu exclusivamente na entrega sem quaisquer votações das antigas colónias aos movimentos respectivos marxistas-leninistas, provocando a catástrofe dos retornados, a desgraça de centenas de milhar de famílias que haviam optado pela vida noutro continente e que, de um momento para o outro, se viram despojados de praticamente tudo.  Foi assim que o império colonial português transitou para a esfera marxista, representada desde logo pelos partidos PAIGC, MPLA,UNITA, FRETILIN e em 1999 para o Partido Comunista da China.  Como o critério era exclusivamente político, ninguém explicou, nem era preciso, porque é que uns territórios outrora totalmente vazios, descobertos por Portugal, de natureza insular, colonizados por nós, com povos mestiços (Cabo Verde, e, São Tomé e Príncipe) eram considerados colónias e os outros, colonizados por mestiços mais claros (Açores e Madeira) não o eram.  O segundo evento foi o chamado PREC, ou seja, o Processo Revolucionário Em Curso.  

3º)  O PREC construído paulatinamente em 1974 e entronizado oficialmente pelo golpe de Estado de 11 de março de 1975, constituiu uma folia colectiva em que só não foram proibidos e ilegalizados partidos de esquerda e um do centro, em que a Assembleia Constituinte foi cercada e sequestrada pelas massas populares organizadas, em que se ocupou maioria do Alentejo e da Beira Baixa com a Reforma Agrária, confiscando as propriedades, o gado, as alfaias agrícolas, as instalações, a terra, e os seus produtos, aos legítimos proprietários, sem qualquer indemnização, ao mesmo tempo que se confiscavam as empresas privadas designadamente toda a banca, todas as seguradoras, todas as empresas de industrias pesadas, sem contar com um conjunto enorme de empresas detidas por estas.  A função pública e as empresas privadas foram sujeitas a depurações e saneamentos, despedimentos e expulsões políticas sem direito a contraditório e indemnização de milhares e milhares de pessoas por suspeita de ligações ao antigo regime.  As prisões encheram-se de presos políticos acusados de ”ligações à reacção”.  Criaram-se movimentos armados clandestinos de direita, designadamente o ELP, Exército de Libertação de Portugal, e o MDLP Movimento Democrático para a Libertação de Portugal, que actuavam sobretudo no norte.  Foi criada uma espécie de fronteira em Rio Maior e o Verão quente de 1975 caracterizou-se pelo avanço da revolução no Centro e Sul e o avanço violento da contrarrevolução no Norte.  Estava instalado o caos e o caminho para uma guerra civil.  Um pequeno grupo de militares adiantou um contragolpe em 25 Novembro de 1975, para pôr fim ao governo comunista do General Vasco Gonçalves, primeiro-ministro afecto ao PCP, restaurar o liberalismo, impedir guerra civil, e abrir caminho à democratização do Estado em termos ocidentais.

4º)  Daquilo que sei hoje, se o processo histórico não tivesse ocorrido desta maneira acredito que estaríamos agora com resultados em tudo idênticos.  É o funcionamento do princípio da força normativa dos factos.  Mas isso dava outro artigo, eventualmente bem mais interessante. 


António C. A. de Sousa Lara 
        (Prof. Universitário)


 ■ FIM ■ 



Preservar o modo de vida japonês importa mais

Sanae  Takaichi
Primeira-Ministra  do  Japão


As frases abaixo publicadas foram proferidas pela Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi.  Leal ao seu povo e à sua raça. 


É melhor que a população diminua do que encher o país
com imigrantes pouco qualificados provenientes de culturas
estrangeiras.

Preservar o modo de vida japonês importa mais do que a
mão-de-obra barata.

Podemos resolver a crise da taxa da natalidade sem depender
de estrangeiros incompatíveis.

Deixas de ter um pais quando te tornas a minoria.



A ela a minha vénia, GRANDE MULHER ! ...



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Fontes:









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Xerxes I, da Pérsia

Xerxes I,  da Pérsia
Retratado por Hollywood   vs   Retratado por Historiadores honestos.

Xerxes I, da Pérsia, era um homem extraordinariamente alto — não era um gigante lendário, mas alguém cuja estatura chamava a atenção em qualquer assembleia. 

Os gregos, sempre dramáticos nos seus relatos sobre os inimigos, exageraram ao ponto de afirmar que ele teria mais 2,50 metros de altura.  Do mesmo modo, a versão apresentada por Hollywood, no famoso filme "300" — um tirano caricatural, cheio de piercings e com um visual quase alienígena — é pura distorção e fantasia estética.  Nem mesmo as fontes helénicas que eram suas inimigas o retratavam assim.  

Apesar das distorções, há um consenso entre os registos antigos: Xerxes I, era muito alto, forte e de presença notável.  Não era apenas um nobre ornamental; ele havia cumprido os dez anos obrigatórios de serviço militar persa, passando por treinamentos severos que moldavam os seus guerreiros desde cedo.  Era versado no arco, no uso da lança, na equitação e nas tácticas militares — habilidades indispensáveis para qualquer membro da aristocracia Aqueménida.  

A sua barba, longa e cuidadosamente trançada, seguia o padrão de distinção da realeza persa.  Essa aparência imponente influenciava até os seus adversários: alguns autores gregos chegavam a admitir, com certo respeito relutante, que “para um persa, temer é o mesmo que ser escravo”, um elogio indirecto à coragem e à disciplina que o império de Xerxes I cultivava.  

Na prática, Xerxes I estava muito mais próximo de uma figura heroica e robusta — algo mais parecido com o Leónidas interpretado por Gerard Butler — do que com a figura afectada e estilizada que Hollywood perpetuou.  Essa versão visual distorcida em que o filme se baseou, veio directamente da banda desenhada "300 de Esparta", escrita e ilustrada por Frank Miler, que não teve o cuidado de adoptar qualquer base histórica real.  

As fontes gregas, inclusive, descrevem Xerxes I como um homem de “tamanho extraordinário” para a sua época.  Os seus relevos e representações o colocam claramente acima da média, mas nas fontes históricas não há evidência de gigantismo ou anomalias físicas.  Se tivesse acromegalia, por exemplo, não teria vivido com saúde até quase aos 50 anos — idade avançada para os padrões de esperança de vida da sua época — antes de ser assassinado numa conspiração palaciana.  

Concluindo: Xerxes I, não foi o monstro dourado que Hollywood nos apresentou  no filme "300", nem um gigante mítico.  Foi um líder militar de grande porte, vigoroso, temido e respeitado — exactamente o tipo de presença que se espera de um rei que comandou o maior império da Terra do seu tempo.  



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