Os judeus que não o são

Mapa  do  Kaganato  Khazar



Começo este post com a frase bíblica “... dos que se dizem judeus e não o são, ...”, trata‑se de uma referência directa ao Livro do Apocalipse.  Esta afirmação aparece em dois versículos das cartas às igrejas de Smirna e Filadélfia, respectivamente.    

“ Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfémia
dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. ”  
Bíblia Sagrada - Apocalipse 2:9 (Carta à Igreja de Smirna)


“ Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se
dizem judeus e não são, mas mentem; eis que eu farei que venham,
e adorem, prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo. ”  
Bíblia Sagrada - Apocalipse 3:9 (Carta à Igreja de Filadélfia)



Nos últimos dois séculos a poderosa máquina de propaganda sionista levou os povos a acreditarem que ser judeu é pertencer a uma raça e que os judeus são o “Povo escolhido de Deus”.  Todavia, é muito importante compreender que – na actualidade – os judeus não são uma raça, são um povo.  

Existem dois grandes grupos de judeus no mundo e são oriundos de duas zonas do globo geograficamente distantes, culturalmente distintas e temporalmente diferentes.  Os Judeus Sefarditas[1] que são oriundos do Médio Oriente e Norte de África e, os Judeus Ashkenazis que são oriundos da Europa de Leste, mais especificamente do khaganato[2] da Khazaria.  

Existe ainda um terceiro grupo de judeus muito conhecido pelos estudiosos, que são denominados de Judeus Mizrahins.[3]  Estes são conhecidos como “orientais”, e englobam os judeus de países como Iraque, Egipto, Irão, Síria, Iémen e Marrocos.  Todavia, o seu número é muito reduzido, em relação aos dois principais grupos mencionados no parágrafo anterior, pelo que, não me vou focar neles.  

Os judeus sefarditas e os mizrahins, são os grupos mais antigos e eventualmente são eles (se é que ainda existem) os judeus mencionados na Bíblia, porque viviam na zona geográfica descrita pela Bíblia.  São parentes de sangue dos árabes, isto é, são geneticamente semitas, e a única diferença entre esses judeus e os árabes é a religião.  

Os judeus ashkenazis, que actualmente representam 90% dos judeus que há no mundo, tiveram um início bastante peculiar.  De acordo com os historiadores – e muitos deles são judeus – os judeus ashkenazi surgiram há cerca de 1.200 anos e a sua História é conforme segue:  

Naquele tempo, o Império Bizantino que era Cristão e o Califado Abássida que era Islâmico, encontravam‑se em guerra por disputa de territórios onde actualmente se situa a Turquia.  

No extremo Leste da Europa, vivia uma tribo conhecida como khazares.  Os khazares formaram um khaganato entre o mar Cáspio e o mar Negro.  Eles actuavam como potência tampão entre o Império Bizantino (Cristão) e o Califado Abássida (Islâmico).  Por volta do ano 740 d.C. – alguns historiadores falam no ano 800 d.C. – o khagan (Imperador) da Khazaria, de nome Bulan, e a sua elite, decidiram que deveriam adoptar uma religião para o seu povo.  

Para tal convidaram representantes das três principais religiões do mundo à época – Cristianismo, Islamismo e Judaísmo – para apresentar as suas doutrinas religiosas.  Os khazares escolheram o judaísmo, porém não foi por razões de convicção religiosa, mas por razões políticas e militares.  Se os khazares tivessem escolhido o Islamismo, teriam irritado o forte mundo cristão.  Se, em contrário, tivessem escolhido o Cristianismo, teriam irritado o forte mundo islâmico.  Então, face a esses factos, optaram pelo que lhes pareceu mais seguro e escolheram o Judaísmo.  

Então, que fique claro que, não foi por razões religiosas que os khazares escolheram o judaísmo; foi por razões de conveniência política e militar.  A partir daí o judaísmo tornou‑se, pelo menos em parte, a religião oficial da côrte khazar, com posterior convite a rabinos, abertura de sinagogas e adopção de leis e ritos judaicos.[4]  Em termos haláchicos,[5] quem adere correctamente ao judaísmo passa a ser judeu, independentemente da origem étnica ou racial; assim, os khazares convertidos eram vistos como judeus prosélitos,[6] e não como um povo separado.  

Com o tempo, muitos refugiados judeus vindos do Império Bizantino e de outras regiões instalaram‑se na Khazaria, reforçando a presença judaica no kaganato.  A miscigenação entre esses judeus de origem antiga e os convertidos contribuiu para que se falasse genericamente em “judeus khazares”.  

Sucedeu que durante o século X, o príncipe russo Sviatoslav de Kiev, derrotou militarmente os khazares, destruindo cidades importantes para o khaganato, como Sarkel e Atil, o que desarticulou o Estado Khazar.  Depois dessas campanhas militares, a maior parte das antigas terras khazares foram tomadas pela Rus de Kiev até ao início do século XI.  Houve também pressões de outros povos mongóis, tribos submissas em revolta e mudanças ambientais, mas o golpe decisivo no controle das terras foi dado pelas campanhas russas do príncipe Sviatoslav.  

Assim, os khazares foram expulsos das suas terras e migraram para Oeste, tendo a maioria deles se estabelecido na Polónia e na Rússia.  No final do século XIX, um número bastante significativo desses judeus comunistas/socialistas encontravam‑se na Alemanha, nos Balcãs e eventualmente um pouco por toda a Europa.  Estes khazares são agora conhecidos como judeus ashkenazis, isto porque, esses judeus khazares ashkenazis simplesmente escolheram o judaísmo, mas na verdade não são judeus – pelo menos não são judeus de sangue.  

Ao longo da sua história, esses judeus ashkenazis polacos e russos, praticaram a ideologia política do comunismo/socialismo, e trabalharam para que as suas ideias fossem implementadas nos países para onde emigraram.  Devido à sua interferência nos assuntos sociais e governamentais da Rússia, tornaram‑se alvo de perseguição por parte dos Czares.  Em virtude disso, por volta do ano 1880, começou uma nova e intensa onda emigratória desses judeus ashkenazis de orientação comunista/socialista, que durou até ao ano 1924.  Alguns deles foram para a Palestina, outros para a América Central e do Sul, e um grande número deles foi para os EUA.  



NASCIMENTO  DO  SIONISMO  POLÍTICO:

Em 1897, realizou‑se o Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, na Suíça, convocado pelo judeu ashkenazi Theodor Herzl.  Neste congresso, decidiu‑se trabalhar para o estabelecimento de um Estado Judeu e iniciou‑se a procura de terrenos para construir esse Estado.  A Grã‑Bretanha ofereceu aos sionistas terras em África, mas eles rejeitaram.  Eles queriam a Palestina!  

Então, em 1948, a Inglaterra que era a potência europeia dominante na Palestina, oferece essa terra ao judeus através de uma carta[7] do então secretário de Relações Exteriores britânico, Arthur James Balfour, enviada ao banqueiro Lord Walter (Lionel) Rothschild, líder da comunidade judaica britânica e figura importante do movimento sionista. 

Na altura, a Palestina era habitada por meio milhão de árabes palestinos e alguns judeus palestinos que são parentes de sangue e que viveram juntos e em paz durante séculos.  Com a Palestina como escolha da pátria, os judeus ashkenazis – europeus – começaram a emigrar para a Palestina e a apoderarem‑se da terra.  Facto gerador de conflitos entre judeus e palestinos desde essa data até aos dias de hoje.  

Conforme mencionei anteriormente, a maioria era de orientação comunista/socialista, sendo muitos deles comunistas bolcheviques radicais, cujo objectivo é a dominação mundial.  Alguns estudiosos atribuem aos ashkenazis a autoria do livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião”,[8] cuja publicação está proibida em alguns países.

Por isso, quando pensar nos judeus, especialmente no que diz respeito aos de Israel, tenha em mente que existe uma grande diferença entre os judeus sefarditas, mizrahins e ashkenazis.  Não são da mesma raça, nem sequer são um povo “unido”.  Eles estão divididos socialmente, politicamente e racialmente.

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NOTAS  DE  RODAPÉ :
[1] - Alguns historiadores também consideram os sefarditas como judeus da Península Ibérica.  

[2] - Um khaganato é uma forma de organização política e Império nómada, típico dos povos de origem
          turcomana e mongol na Eurásia, governado por um khagan, ou seja, um título que significa “Cã 
          dos Cãs” ou “Imperador”.  Diferente de um “canato” (que é menor).  Um khaganato é um Império
          de grande escala que frequentemente controla vários canatos menores, tribos vassalas ou estados
          tributários.

[3] - Termo do hebraico mizraḥ, que significa “oriente”.  

[4] - Nas fontes judaicas medievais, este episódio foi interpretado como um reino gentio que reconhece
          a verdade da fé de Israel; por isso, fala‑se em “rei dos khazares que se converteu” e ao seu povo
          como “judeus khazares”.  

[5] - É o plural da forma adjetiva de Halachá, o corpo colectivo de leis, diretrizes e tradições religiosas
          judaicas que regem a vida diária.  A palavra deriva do hebraico lalech, que significa “ir” ou
          “caminhar”, referindo‑se, portanto, ao “caminho” que o judeu deve seguir.  

[6] - Pessoas de origem gentia (não judeus), que se converteram ao judaísmo, aceitando a fé, as leis e a
          aliança com Deus.  Derivado do grego proselytos (“recém chegado” ou “estrangeiro”), o termo
          designa alguém que se juntou à comunidade judaica, submetendo‑se a rituais como a circuncisão
          e imersão.  

[7] - Essa carta ficou conhecida na História como Declaração de Balfour.  

[8] - O autor também conjectura nesse sentido.  



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Opinião de um chinês sobre a Europa

Prof. Kuing Yamang


O professor Kuing Yamang, de origem chinesa, viveu vários anos em França, onde leccionava economia.  Numa entrevista que deu em 2010 a um canal de televisão chinês (CCTV), e repercutida por alguma imprensa francesa, tal como o jornal Paris Match.

O professor Kuing Yamang opinou as seguintes afirmações sobre a Europa (União Europeia) e que se resumem nas dez alíneas abaixo:  


1) 
A sociedade europeia está em vias de se autodestruir.  O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros.  Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar.  Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV!  Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos...  

2) 
Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo do trabalho na Europa, os seus impostos e as taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3) 
Portanto endividam-se, vivem a crédito.  Mas os seus filhos não poderão pagar "a conta".  

4) 
Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo.  Votam orçamentos sempre deficitários.  Os países estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.  

5) 
Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos "sangram" os contribuintes.  A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal.  É um verdadeiro "inferno fiscal" para aqueles que criam riqueza.

6) 
Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando.  Porque quanto mais se reparte esta riqueza (limitada), menos há para cada um.  Aqueles que produzem e criam empregos são punidos com impostos e taxas, e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas.  É uma inversão de valores.  

7) 
Portanto o seu (UE) sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação.  A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!  

8) 
Dentro de uma ou duas gerações, nós (chineses) iremos ultrapassá-los.  Eles tornar-se-ão os nossos pobres.  Dar-lhes-emos sacos de arroz...  

9) 
Existe um outro cancro na Europa: Existem funcionários públicos a mais, um emprego em cada cinco.  Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve.  Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado... 

10) 
Os europeus vão directos a um muro em alta velocidade...  


Seja quem for o Professor Kuing Yamang, a herança que espera os nossos vindouros não se afigura muito mais risonha do que isto que foi dito.  Porém, enquanto a conta não chegar, os povos vão se divertindo... e dormindo.  



O Bem, o Mal e o Livre-arbítrio

Deus  e  Satanás


Uma reflexão sobre o Bem, o Mal e o Livre-arbítrio...  


Se os cristãos afirmam que o mal surge do livre-arbítrio, então o mal nunca será totalmente vencido, pois acabar com o mal exigiria acabar com o livre-arbítrio.  

Se Deus é omnipotente, omnipresente (atemporal) e omnisciente, então Ele sabia desde o início todas as consequências de Sua criação e poderia ter criado um livre-arbítrio sem a possibilidade do mal.  Se não o fez, então o mal não é um acidente, mas uma consequência directa e conscientemente permitida no sistema, pelo próprio Criador.  

Dizer que o mal é apenas a “ausência do bem” também não se sustenta, pois um Deus omnipresente não deixa espaço para ausência alguma.  Logo, o mal não é externo a Deus nem à criação, mas faz parte da estrutura do todo.  

Isso não significa necessariamente que Deus seja “mau” nos termos humanos, mas significa que ele não pode ser definido como o 'Bem Absoluto' segundo a lógica e a moral humana.  

Ou Deus transcende o bem e o mal, ou a explicação cristã tradicional sobre o livre-arbítrio é, ou está, incompleta.  

O que não é coerente é afirmar que o mal não tem qualquer relação com o Criador.  



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